sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Projeto

Neste projeto iremos explicar o que são robots NXT Mindstorms da Lego e dar a conhecer dois projetos que se podem desenvolver com alunos do 1º ciclo.

Os robots NXT da Lego Mindstorms são um recurso tecnológico indispensável em sala de aula, uma vez que são muito versáteis e adaptáveis a qualquer tipo de projeto que os envolva. Este tipo de material, tratando-se de Lego, é adequado a qualquer idade e dada a sua universalidade qualquer peça da marca Lego se pode utilizar para criar e montar o robot, pois todos os kits são compatíveis.

Os robots Lego Mindstorms são programados numa linguagem visual básica, permitindo que crianças a partir dos 3 anos comecem a ter contacto e a adquirir noções de programação. Tratando-se de uma linguagem visual todos os comandos e ações possíveis encontram-se representadas por símbolos, ou seja, em vez de ser programado em código, esse código já se encontra organizado em blocos de ações que só necessitam de ser selecionados e organizados de modo a que o robot execute a tarefa pretendida. Para além dos conceitos informáticos e da linguagem visual que adquirem, os alunos aprendem e põe em prática conceitos matemáticos e físicos, aprendendo que existem conceitos que precisam de ser tidos em conta para que a construção do robot seja estável e que realize a tarefa pretendida. Este tipo de recurso didático permite que os alunos desenvolvam capacidades cognitivas de lógica, visualização espacial, entre outras. Permite ainda que os alunos vejam os seus projetos a surtirem efeitos, uma vez que, os idealizam em papel e posteriormente passam à sua concessão.

Os kits Lego NXT Mindstorms incluem:
  • ·         1 Brick (local onde se carrega a programação)
  • ·         3 Motores/sensores de rotação
  • ·         2 Sensores de toque
  • ·         1 Sensor de luz
  • ·         1 Sensor ultrassónico
  • ·         1 Sensor de som
  • ·         Cabos

Estes componentes fazem parte do kit base do NXT permitindo construir vários robots para várias finalidades.

Neste caso específico propomos a elaboração de dois projetos pensados para atender às necessidades específicas de uma percentagem da população mundial, pessoas invisuais, permitindo-lhes conduzir um automóvel de forma independente e outro para atender à dificuldade que os idosos têm em tomar os seus medicamentos a horas certas e a organiza-los de modo a que não falhem.

O primeiro projeto consiste então na construção de um protótipo de um automóvel completamente automático, que não necessite de um condutor, de forma a permitir que pessoas com incapacidade visual se possam deslocar sem necessitarem de depender de terceiros. O protótipo terá por base um cenário que simula uma cidade tendo semáforos, passadeiras e peões. O principal objetivo é que a programação permita que o robot tenha em conta o que o rodeia e que respeite as normas de trânsito, ou seja, se se encontrar um peão na passadeira o robot para e o mesmo acontece com o semáforo vermelho. Este projeto destina-se a alunos do 1º ciclo, mais especificamente a alunos do 1º/2º ano.



O segundo projeto consiste na construção de quatro torres correspondentes às quatro alturas do dia, pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar e de um braço robótico que permita retirar a caixa dos medicamentos da respetiva torre. A cada torre corresponderá uma cor (verde, vermelho, azul e amarelo) e existirá um cartão de cada cor. O objetivo é mostrar o cartão correspondente à hora do dia, o sensor de cor ler a informação, e o braço robótico retirar a caixa de comprimido da torre correspondente à cor do cartão. É ainda necessário a construção de quatro caixas pretas, que serão distribuídas por cada uma das torres. Sempre que o braço robótico recolha uma caixa preta significa que só existem mais três caixas de comprimidos disponíveis, isto para alertar o idoso de que dentro de três dias tem de comprar medicação, imaginemos que calha à sexta-feira, o idoso tem medicação até segunda-feira. Este projeto destina-se a alunos do 1º ciclo, mais especificamente a alunos do 3º/4º ano.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Mobile learning - O que é? Como promove a CCL?

O que é?
O Mobile Learning, ou aprendizagem móvel é uma das variantes de Educação à distância, ou seja, uma variante de e-learning. O e-learning é a aprendizagem através das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). O Mobile Learning é uma restrição deste método de aprendizagem, pois trata-se da aprendizagem através de tecnologia móveis, seja sozinho ou em combinação com outras TIC, permitindo a aprendizagem a qualquer hora e em qualquer lugar. Este top de aprendizagem pode ser feito de varias formas: acedendo a recursos educacionais, conectando-se com pessoas, criando conteúdos dentro e fora das salas de aula. O Mobile Learning abrange também o apoio de objetivos educacionais amplos, como a administração eficaz de sistemas de ensino e a melhor comunicação entre as escolas e as famílias.

Como promove a CCL?
Como já tinha sido referido anteriormente no blog, as Competências Comunicativas Linguísticas (CCL) permitem ao ser humano aprender não só o vocabulário e a gramática de uma língua mas também a adequar a forma como se expressa às diferentes situações, sejam elas formais ou informais. Uma vez que o Mobile Learning permite que as pessoas estejam em permanente contacto umas com as outras e que comuniquem entre si, permite por consequência que se aprenda o vocabulário e a gramática das diferentes línguas que se podem encontrar na internet. Assim, o Mobile Learning promove em grande escala a CCL pois o permanente contacto entre indivíduos à volta do mundo leva a que tenham de se compreender e de comunicar entre si por escrito ou por voz.

Exemplos de aplicações e possíveis usos pedagógicos
Existem aplicações de Mobile Learning que permitem um uso pedagógico, de entre estas selecionámos alguma sobre as quais explicaremos como funcionam e quais os usos que lhes podemos dar a nível pedagógico.

MLE-Moodle (htttp://mle.sourceforge.net/ )
Uma vez que o Moodle é uma fonte de referência a nível mundial, é natural que se desenvolva o seu acesso através de dispositivos móveis. O MLE- Moodle é um plug-in que não funciona para o Moodle 2.0. Permite o acesso a uma plataforma Moodle através do browser de um smartphone ou através de uma app (existem versões especificas para diferentes modelos e marcas). A nível pedagógico esta aplicação permite um melhor contacto entre a escola, os alunos e a família, dando-lhes acesso a informações, documentos oficiais e classificações.

MoBlog (http://moblog.net/home/)
O MoBlog é um serviço de mobile blogging que permite fazer o upload de fotos, áudio e vídeo, os posts em texto são fáceis de editar uma vez que a caixa de texto é de tamanho agradável para o utilizador. Este tipo de plataformas permite aos alunos publicar textos, vídeos e fotografias e partilha-las com o resto da rede de internet. Desta forma podem ver o seu trabalho ser valorizando, subindo-lhes a autoestima e melhorando a sua interação e comunicação.

Twitter (http://twitter.com)
O Twitter devido à sua natureza minimalista e às possibilidades que permite na partilha de informação, oferece muitas vantagens na aprendizagem através de dispositivos móveis. Torna-se assim fundamentar para mobile learning devido à sua Interoperabilidade (diversidade de marcas que são abrangidas pela app) ao acesso a informação variada sendo possível filtrá-la por hashtags e lists. O twitter é assim uma boa fonte de informação em dispositivos móveis. A nível pedagógico o Twitter permite que os alunos partilhem a sua própria informação e experiencias, criando um registo do seu percurso de aprendizagem, para além disso permite o desenvolvimento de discussões com outros indivíduos. 

(Fonte: http://hdelearning.blogspot.com.es, acedido a 17 de Outubro de 2014)

Internet segura - discussão de grupo

As Tecnologias de Informação e comunicação (TIC) têm transformado a forma como as pessoas vivem, nomeadamente a forma com aprendem, trabalham, ocupam os tempos livres e interagem. Das possibilidades e benefícios das TIC, nomeadamente o acesso ao conhecimento, a colaboração entre pessoas e organizações e inclusão social advém a necessidade de assegurar, como para qualquer outra forma de integração, estratégias apropriadas que minimizem eventuais abusos ou ilegalidades que possam ocorrer com a utilização destas tecnologias. Uma vez que milhões de utilizadores, de todas as idades, culturas e estilos de vida, usam a internet sendo esta uma fonte inesgotável de recursos, que nos permites contactar e estabelecer relações com utilizadores em regiões remotas tornou-se indispensável criar redes de segurança na internet. Os principais grupos alvo das organizações de segurança na internet são nomeadamente as crianças, adolescente e idosos, isto porque se mostram mais vulneráveis aos riscos que o mundo tecnológico apresenta, munindo-os de estratégias para tornar a sua navegação mais protegida e, como tal, permitindo-lhes maior segurança.

Após a exploração dos sites internetsinacoso e protegeles indicados pela professora da unidade curricular, os alunos concluíram que a segurança na internet deve ser fundamentalmente assegurada junto do publico alvo mais novo e mais idoso da população, pois os principais riscos que se apresentam na internet são os de burla e de assedio. Pessoas que não se encontrem devidamente informadas podem facilmente ser aliciadas sem darem conta, estando a ser envolvidas em ilegalidade. Uma vez que nos encontramos em Espanha, os sites a cima referidos correspondem a duas linhas de apoio, que têm como público-alvo os mais novo, sendo que podem ser utilizadas para pedidos de ajuda em caso de ciber-bullying (trata-se de bullying através da internet, ou seja, a criança é alvo de violência psicológica através da internet) e de aliciamento mas também, para realizarem ações de sensibilização à população.

Assim, o grupo elaborou uma pequena história em banda desenhada, tendo como público-alvo adolescentes com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos de idade. Esta atividade tem como objetivo a sensibilização dos adolescentes para os perigos que correm na internet e para os sensibilizar a ter mais atenção e a navegarem na internet de uma forma mais segura.

(Fonte: http://www.internetsegura.pt, acedido a 15 de outubro de 2014)

Leitura 2 - Podcast com critica às principais ideias do texto

O seguinte Podcast irá abordar como tema a Competência Digital e algumas das necessidades da sociedade atual.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Leitura 1 - visão crítica sobre as principais ideias do texto

“Os seres humanos constroem o pensamento na interação comunicativa com os outros e, portanto, a linguagem é a base de toda a aprendizagem”. As competências linguístico-comunicativas são um dos pilares da sociedade, pois é através delas que nos podemos desenvolver de forma eficiente dentro do sistema educacional, profissional e pessoal, formando assim a base da nossa aprendizagem. O conceito de Competência Comunicativa Linguística (CCL) é um conceito dicotómico pois segundo Dell Hymes é “a soma do conhecimento e do uso da língua”.

Como futuros professores, temos o dever de ter em conta que a CCL é uma competência fundamental e que deve estar presente em todos os campos da educação necessitando de ser reforçada, sendo indispensável para se educar de forma transversal em todas as áreas do currículo. As habilidades críticas e ferramentas linguísticas que os alunos desenvolvem são essenciais para viverem na sociedade atual. Um dos problemas que o ensino apresenta é que a maior parte dos professores ensinam os conhecimentos de forma a que os alunos apenas necessitem de os decorar para mais tarde nos momentos de avaliação mostrarem que os decoraram e não que os aprenderam. É necessário combater este ciclo dinamizando as aulas de forma a promover condições favoráveis de aprendizagem. Melhorando o estigma de que os alunos devem decorar e não compreender, pois é mais importante compreender e aprender do que decorar algo.

A democratização da educação tem levado a uma redução da autoridade dos professores, atualmente assistimos mais a uma partilha de ideias entre professor e aluno, na qual ambos aprendem, do que a uma transmissão rígida de conhecimento. A transmissão de conhecimentos tem sofrido alterações, tem sido mais motivadora, têm-se encontrado estratégias inovadoras e atraentes para motivar os grupos de alunos e para que se possa desenvolver competências de sociabilização, comunicação e interação entre pares. Tudo isto apenas é possível graças às CCL isto porque permitem aos professores comunicar com o seu grupo e vice-versa havendo um desenvolvimento das CCL dos alunos, pois aprendem a adequar o seu discurso a diversos contextos e a expor e credibilizar as suas opiniões através da fomentação do espírito critico.

Assim, uma pessoa com boas competências comunicativas linguísticas tem o dever de se expressar corretamente, de ser capaz de se fazer entender oralmente e/ou por escrito tornando-se capaz de se incluir numa dada sociedade. Isto só é possível através do trabalho dos educadores/professores que vêm a melhorar a arte de negociação com os alunos, construindo novos significados com que estes se podem regular na relação entre pares.

(fonte:Iranzo Garcia, P., Queralt i Catà, E. (2014). Competència Comunicativa Lingüística. Ensenyar i aprendre a ser competent lingüísticament a l'educació obligatòria. Tret de http://publicacions.iec.cat/repository/pdf/00000177%5C00000002.pdf)

domingo, 12 de outubro de 2014

Quadro interativo e a promoção da CCL

O quadro interativo é um sistema composto por três tecnologias interligadas: um computador, um projetor digital e o próprio quadro interativo. A imagem formada pelo computador é projetada no quadro interativo, sensivel ao toque permitindo a interação entre o ser humano e a maquina. Este material pode ser controlado através dos dedos ou de uma caneta eletromagnética sendo a sua funcionalidade muito semelhante à do tradicional rato de computador. Desta forma, permite aceder a aplicações, navegar na internet, escrever com "tinta" digital e usufruir de softwares especificos para este tipo de objeto. Para além disso, é uma mais valia em sala de aula uma vez que se destaca no auxilio da aprendizagem. Este sistema, tal como todos os outros, apresenta problemas, de entre os quais se destacam a dificuldade dos docentes em se adaptarem às novas tecnologias e em melhorarem a sua prática docente. E a dificuldade que pressiste em selecionar corretamente a informação, adequando-a a cada idade e circunstancia. Por outro lado, como principais aspetos positivos destacam-se a possibilidade de comentar e partilhar todos os tipos de materiais e trabalhos realizados tanto pelos docentes como pelos discentes. A introdução de novos processos de ensinamento e aprendizagem, incrementando a motivação e aumentam a autoestima dos docentes. E por último a capacidade de facilitar a aprendizagem, acompanhando a evolução tecnológica da sociedade atual.
  
O conceito de Competência Comunicativa Linguística (CCL) é um conceito dicotómico uma vez que engloba as noções de: Competência Comunicativa e Competência Linguística. 
A noção de Competência Comunicativa, introduzida por Dell Hymes, tem em conta não só os aspetos linguísticos, mas também culturais e contextuais. Tendo em conta estes aspetos uma pessoa pode ser competente comunicativamente em determinados contextos, mas não necessariamente em outros. Desta forma, o autor defende que a língua se deve adequar aos diferentes contextos de uso e não o contrário, sendo necessário um bom domínio da gramática, do vocabulário e da pronúncia de uma língua. Contudo, isso não garante um bom uso de uma língua em diferentes contextos sociais. A noção de Competência Linguística, introduzida por Chomsky, tem em conta a capacidade inerente que todos os seres humanos têm para aprender línguas, principalmente a sua estrutura, vocabulário e sons. Assim, a CCL é a capacidade que o ser humano tem de aprender uma língua e ser competente linguisticamente em diversos contextos, sendo capaz de adequar o seu discurso e de se exprimir correta e fluentemente.

Em suma, uma vez que o quadro interativo se trata de um fonte inesgotável de informação multimédia interativa na sala de aula este possibilita que os alunos estejam mais atentos e motivados para aprender, alterando a sua predisposição face à escola. Assim, no que concerne às CCL torna-se mais fácil reinventar metodologias de ensino, tornando os alunos mais capazes de se exprimir corretamente e de fundamentarem as suas opiniões quer a nível escrito como a nível oral, adaptando-se melhor em diferentes contextos.


(fonte: http://upenglishcourse.blogspot.com.es/2008/06/competncia-lingustica-vs-competncia.html)