Num período de mobilidade Erasmus torna-se indispensável ter em conta as nossas habilidades comunicativas uma vez que mudando de país deixamos de falar a nossa língua materna.
Com projeto final decidimos utilizar uma das ferramentas que aprendemos a utilizar na disciplina de Habilidades Comunicativas à qual este blog se refere. Utilizámos o Jclic para criar um jogo de associação no qual pretendemos que os alunos mais pequenos associem uma imagem a uma descrição, como podemos ver na seguinte imagem.
Jogo de associação
Este jogo serve principalmente para treinarem os seus conhecimentos sobre meios de transporte, uma vez, que muitos andam de transportes públicos para irem para a escola. Disponibilizamos da dropbox para que possam fazer o download e experimentar vocês mesmos esta aplicação.
Neste projeto
iremos explicar o que são robots NXT Mindstorms da Lego e dar a conhecer dois
projetos que se podem desenvolver com alunos do 1º ciclo.
Os robots NXT da
Lego Mindstorms são um recurso tecnológico indispensável em sala de aula, uma
vez que são muito versáteis e adaptáveis a qualquer tipo de projeto que os
envolva. Este tipo de material, tratando-se de Lego, é adequado a qualquer
idade e dada a sua universalidade qualquer peça da marca Lego se pode utilizar
para criar e montar o robot, pois todos os kits são compatíveis.
Os robots Lego
Mindstorms são programados numa linguagem visual básica, permitindo que
crianças a partir dos 3 anos comecem a ter contacto e a adquirir noções de
programação. Tratando-se de uma linguagem visual todos os comandos e ações
possíveis encontram-se representadas por símbolos, ou seja, em vez de ser
programado em código, esse código já se encontra organizado em blocos de ações
que só necessitam de ser selecionados e organizados de modo a que o robot
execute a tarefa pretendida. Para além dos conceitos informáticos e da
linguagem visual que adquirem, os alunos aprendem e põe em prática conceitos
matemáticos e físicos, aprendendo que existem conceitos que precisam de ser
tidos em conta para que a construção do robot seja estável e que realize a
tarefa pretendida. Este tipo de recurso didático permite que os alunos
desenvolvam capacidades cognitivas de lógica, visualização espacial, entre
outras. Permite ainda que os alunos vejam os seus projetos a surtirem efeitos,
uma vez que, os idealizam em papel e posteriormente passam à sua concessão.
Os kits Lego NXT
Mindstorms incluem:
·1 Brick (local onde se carrega a programação)
·3 Motores/sensores de rotação
·2 Sensores de toque
·1 Sensor de luz
·1 Sensor ultrassónico
·1 Sensor de som
·Cabos
Estes componentes
fazem parte do kit base do NXT permitindo construir vários robots para várias
finalidades.
Neste caso
específico propomos a elaboração de dois projetos pensados para atender às
necessidades específicas de uma percentagem da população mundial, pessoas
invisuais, permitindo-lhes conduzir um automóvel de forma independente e outro
para atender à dificuldade que os idosos têm em tomar os seus medicamentos a
horas certas e a organiza-los de modo a que não falhem.
O primeiro projeto
consiste então na construção de um protótipo de um automóvel completamente
automático, que não necessite de um condutor, de forma a permitir que pessoas
com incapacidade visual se possam deslocar sem necessitarem de depender de
terceiros. O protótipo terá por base um cenário que simula uma cidade tendo
semáforos, passadeiras e peões. O principal objetivo é que a programação
permita que o robot tenha em conta o que o rodeia e que respeite as normas de
trânsito, ou seja, se se encontrar um peão na passadeira o robot para e o mesmo
acontece com o semáforo vermelho. Este projeto destina-se a alunos do 1º ciclo,
mais especificamente a alunos do 1º/2º ano.
O segundo projeto
consiste na construção de quatro torres correspondentes às quatro alturas do
dia, pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar e de um braço robótico que permita
retirar a caixa dos medicamentos da respetiva torre. A cada torre corresponderá
uma cor (verde, vermelho, azul e amarelo) e existirá um cartão de cada cor. O
objetivo é mostrar o cartão correspondente à hora do dia, o sensor de cor ler a
informação, e o braço robótico retirar a caixa de comprimido da torre
correspondente à cor do cartão. É ainda necessário a construção de quatro
caixas pretas, que serão distribuídas por cada uma das torres. Sempre que o
braço robótico recolha uma caixa preta significa que só existem mais três
caixas de comprimidos disponíveis, isto para alertar o idoso de que dentro de
três dias tem de comprar medicação, imaginemos que calha à sexta-feira, o idoso
tem medicação até segunda-feira. Este projeto destina-se a alunos do 1º ciclo,
mais especificamente a alunos do 3º/4º ano.
O Mobile Learning, ou
aprendizagem móvel é uma das variantes de Educação à distância, ou seja, uma
variante de e-learning. O e-learning é a aprendizagem através das Tecnologias
de Informação e Comunicação (TIC). O Mobile Learning é uma restrição deste
método de aprendizagem, pois trata-se da aprendizagem através de tecnologia
móveis, seja sozinho ou em combinação com outras TIC, permitindo a aprendizagem
a qualquer hora e em qualquer lugar. Este top de aprendizagem pode ser feito de
varias formas: acedendo a recursos educacionais, conectando-se com pessoas,
criando conteúdos dentro e fora das salas de aula. O Mobile Learning abrange
também o apoio de objetivos educacionais amplos, como a administração eficaz de
sistemas de ensino e a melhor comunicação entre as escolas e as famílias.
Como promove a CCL?
Como já tinha sido referido
anteriormente no blog, as Competências Comunicativas Linguísticas (CCL)
permitem ao ser humano aprender não só o vocabulário e a gramática de uma
língua mas também a adequar a forma como se expressa às diferentes situações,
sejam elas formais ou informais. Uma vez que o Mobile Learning permite que as pessoas
estejam em permanente contacto umas com as outras e que comuniquem entre si,
permite por consequência que se aprenda o vocabulário e a gramática das
diferentes línguas que se podem encontrar na internet. Assim, o Mobile Learning
promove em grande escala a CCL pois o permanente contacto entre indivíduos à
volta do mundo leva a que tenham de se compreender e de comunicar entre si por
escrito ou por voz.
Exemplos de aplicações e possíveis usos pedagógicos
Existem aplicações de Mobile
Learning que permitem um uso pedagógico, de entre estas selecionámos alguma
sobre as quais explicaremos como funcionam e quais os usos que lhes podemos dar
a nível pedagógico.
MLE-Moodle (htttp://mle.sourceforge.net/ )
Uma vez que o Moodle é uma fonte
de referência a nível mundial, é natural que se desenvolva o seu acesso através
de dispositivos móveis. O MLE- Moodle é um plug-in que não funciona para o
Moodle 2.0. Permite o acesso a uma plataforma Moodle através do browser de um
smartphone ou através de uma app (existem versões especificas para diferentes
modelos e marcas). A nível pedagógico esta aplicação permite um melhor contacto
entre a escola, os alunos e a família, dando-lhes acesso a informações,
documentos oficiais e classificações.
MoBlog (http://moblog.net/home/)
O MoBlog é um serviço de mobile
blogging que permite fazer o upload de fotos, áudio e vídeo, os posts em texto
são fáceis de editar uma vez que a caixa de texto é de tamanho agradável para o
utilizador. Este tipo de plataformas permite aos alunos publicar textos, vídeos
e fotografias e partilha-las com o resto da rede de internet. Desta forma podem
ver o seu trabalho ser valorizando, subindo-lhes a autoestima e melhorando a
sua interação e comunicação.
Twitter (http://twitter.com)
O Twitter devido à sua natureza
minimalista e às possibilidades que permite na partilha de informação, oferece
muitas vantagens na aprendizagem através de dispositivos móveis. Torna-se assim
fundamentar para mobile learning devido à sua Interoperabilidade (diversidade
de marcas que são abrangidas pela app) ao acesso a informação variada sendo possível
filtrá-la por hashtags e lists. O twitter é assim uma boa fonte de informação em
dispositivos móveis. A nível pedagógico o Twitter permite que os alunos
partilhem a sua própria informação e experiencias, criando um registo do seu
percurso de aprendizagem, para além disso permite o desenvolvimento de discussões
com outros indivíduos. (Fonte: http://hdelearning.blogspot.com.es, acedido a 17 de Outubro de 2014)
As Tecnologias
de Informação e comunicação (TIC) têm transformado a forma como as pessoas
vivem, nomeadamente a forma com aprendem, trabalham, ocupam os tempos livres e
interagem. Das possibilidades e benefícios das TIC, nomeadamente o acesso ao conhecimento,
a colaboração entre pessoas e organizações e inclusão social advém a
necessidade de assegurar, como para qualquer outra forma de integração,
estratégias apropriadas que minimizem eventuais abusos ou ilegalidades que
possam ocorrer com a utilização destas tecnologias. Uma vez que milhões de
utilizadores, de todas as idades, culturas e estilos de vida, usam a internet
sendo esta uma fonte inesgotável de recursos, que nos permites contactar e
estabelecer relações com utilizadores em regiões remotas tornou-se
indispensável criar redes de segurança na internet. Os principais grupos alvo
das organizações de segurança na internet são nomeadamente as crianças,
adolescente e idosos, isto porque se mostram mais vulneráveis aos riscos que o
mundo tecnológico apresenta, munindo-os de estratégias para tornar a sua
navegação mais protegida e, como tal, permitindo-lhes maior segurança.
Após a
exploração dos sites internetsinacoso e protegeles indicados
pela professora da unidade curricular, os alunos concluíram que a segurança na
internet deve ser fundamentalmente assegurada junto do publico alvo mais novo e
mais idoso da população, pois os principais riscos que se apresentam na
internet são os de burla e de assedio. Pessoas que não se encontrem devidamente
informadas podem facilmente ser aliciadas sem darem conta, estando a ser
envolvidas em ilegalidade. Uma vez que nos encontramos em Espanha, os sites a
cima referidos correspondem a duas linhas de apoio, que têm como público-alvo
os mais novo, sendo que podem ser utilizadas para pedidos de ajuda em caso de
ciber-bullying (trata-se de bullying através da internet, ou seja, a criança é
alvo de violência psicológica através da internet) e de aliciamento mas também,
para realizarem ações de sensibilização à população.
Assim, o grupo
elaborou uma pequena história em banda desenhada, tendo como público-alvo
adolescentes com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos de idade. Esta
atividade tem como objetivo a sensibilização dos adolescentes para os perigos
que correm na internet e para os sensibilizar a ter mais atenção e a navegarem
na internet de uma forma mais segura.
“Os seres humanos constroem o
pensamento na interação comunicativa com os outros e, portanto, a linguagem é a
base de toda a aprendizagem”. As competências linguístico-comunicativas são um
dos pilares da sociedade, pois é através delas que nos podemos desenvolver de
forma eficiente dentro do sistema educacional, profissional e pessoal, formando
assim a base da nossa aprendizagem. O conceito de Competência Comunicativa
Linguística (CCL) é um conceito dicotómico pois segundo Dell Hymes é “a soma do
conhecimento e do uso da língua”.
Como futuros professores, temos o
dever de ter em conta que a CCL é uma competência fundamental e que deve estar
presente em todos os campos da educação necessitando de ser reforçada, sendo
indispensável para se educar de forma transversal em todas as áreas do
currículo. As habilidades críticas e ferramentas linguísticas que os alunos
desenvolvem são essenciais para viverem na sociedade atual. Um dos problemas
que o ensino apresenta é que a maior parte dos professores ensinam os
conhecimentos de forma a que os alunos apenas necessitem de os decorar para
mais tarde nos momentos de avaliação mostrarem que os decoraram e não que os
aprenderam. É necessário combater este ciclo dinamizando as aulas de forma a
promover condições favoráveis de aprendizagem. Melhorando o estigma de que os alunos devem decorar e não compreender, pois é mais importante compreender e aprender do que decorar algo.
A democratização da educação tem
levado a uma redução da autoridade dos professores, atualmente assistimos mais
a uma partilha de ideias entre professor e aluno, na qual ambos aprendem, do
que a uma transmissão rígida de conhecimento. A transmissão de conhecimentos tem
sofrido alterações, tem sido mais motivadora, têm-se encontrado estratégias inovadoras
e atraentes para motivar os grupos de alunos e para que se possa desenvolver competências
de sociabilização, comunicação e interação entre pares. Tudo isto apenas é possível
graças às CCL isto porque permitem aos professores comunicar com o seu grupo e vice-versa
havendo um desenvolvimento das CCL dos alunos, pois aprendem a adequar o seu
discurso a diversos contextos e a expor e credibilizar as suas opiniões através
da fomentação do espírito critico.
Assim, uma pessoa com boas competências
comunicativas linguísticas tem o dever de se expressar corretamente, de ser
capaz de se fazer entender oralmente e/ou por escrito tornando-se capaz de se
incluir numa dada sociedade. Isto só é possível através do trabalho dos
educadores/professores que vêm a melhorar a arte de negociação com os alunos, construindo
novos significados com que estes se podem regular na relação entre pares. (fonte:Iranzo Garcia, P., Queralt i Catà, E. (2014). Competència Comunicativa Lingüística. Ensenyar i aprendre a ser competent lingüísticament a l'educació obligatòria. Tret de http://publicacions.iec.cat/repository/pdf/00000177%5C00000002.pdf)
O quadro interativo é um sistema composto por três tecnologias interligadas: um computador, um projetor digital e o próprio quadro interativo. A imagem formada pelo computador é projetada no quadro interativo, sensivel ao toque permitindo a interação entre o ser humano e a maquina. Este material pode ser controlado através dos dedos ou de uma caneta eletromagnética sendo a sua funcionalidade muito semelhante à do tradicional rato de computador. Desta forma, permite aceder a aplicações, navegar na internet, escrever com "tinta" digital e usufruir de softwares especificos para este tipo de objeto. Para além disso, é uma mais valia em sala de aula uma vez que se destaca no auxilio da aprendizagem. Este sistema, tal como todos os outros, apresenta problemas, de entre os quais se destacam a dificuldade dos docentes em se adaptarem às novas tecnologias e em melhorarem a sua prática docente. E a dificuldade que pressiste em selecionar corretamente a informação, adequando-a a cada idade e circunstancia. Por outro lado, como principais aspetos positivos destacam-se a possibilidade de comentar e partilhar todos os tipos de materiais e trabalhos realizados tanto pelos docentes como pelos discentes. A introdução de novos processos de ensinamento e aprendizagem, incrementando a motivação e aumentam a autoestima dos docentes. E por último a capacidade de facilitar a aprendizagem, acompanhando a evolução tecnológica da sociedade atual.
O conceito de Competência Comunicativa Linguística (CCL) é um conceito dicotómico uma vez que engloba as noções de: Competência Comunicativa e Competência Linguística.
A noção de Competência Comunicativa, introduzida por Dell Hymes, tem em conta não só os aspetos linguísticos, mas também culturais e contextuais. Tendo em conta estes aspetos uma pessoa pode ser competente comunicativamente em determinados contextos, mas não necessariamente em outros. Desta forma, o autor defende que a língua se deve adequar aos diferentes contextos de uso e não o contrário, sendo necessário um bom domínio da gramática, do vocabulário e da pronúncia de uma língua. Contudo, isso não garante um bom uso de uma língua em diferentes contextos sociais. A noção de Competência Linguística, introduzida por Chomsky, tem em conta a capacidade inerente que todos os seres humanos têm para aprender línguas, principalmente a sua estrutura, vocabulário e sons. Assim, a CCL é a capacidade que o ser humano tem de aprender uma língua e ser competente linguisticamente em diversos contextos, sendo capaz de adequar o seu discurso e de se exprimir correta e fluentemente.
Em suma, uma vez que o quadro interativo se trata de um fonte inesgotável de informação multimédia interativa na sala de aula este possibilita que os alunos estejam mais atentos e motivados para aprender, alterando a sua predisposição face à escola. Assim, no que concerne às CCL torna-se mais fácil reinventar metodologias de ensino, tornando os alunos mais capazes de se exprimir corretamente e de fundamentarem as suas opiniões quer a nível escrito como a nível oral, adaptando-se melhor em diferentes contextos.
Somos duas alunas que se encontram a fazer Erasmus em Tarragona, Espanha. Viemos de Portugal e somos estudantes da Licenciatura em Educação Básica da Escola Superior de Educação de Lisboa. Estamos a realizar este blog no âmbito de uma cadeira da Universitat Rovira I Virgili. O blog vai tratar de temas relacionados com Habilidades Comunicativas, algo que de certa forma temos muito em conta quando estamos noutro país e temos de falar uma língua que não é a nossa.
Fiquem atentos!
Ana Júlia Cavaco e Diva Lago